Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

A apresentação do Guião da Treta

As apresentações públicas, aquele stress bom, espécie de montanha-russa, com muita gente com quem falar, família, amigos, colegas, malta que já vamos conhecendo (olá, Passarola), alguns de tantas as vezes que estão presentes nestes eventos para demonstrar o seu indispensável apoio (olá, Olinda), e alguns dos frequentadores deste blog que, de repente, vejo em carne e osso, e que até levaram CDs de Cebola Mol para umas assinaturas (olá, El Diablo). E mais umas belas surpresas, quando aparecem amigos com quem há já algum tempo não estávamos. Talves seja piroso dizer isto, mas situações como a de ontem na Fnac Chiado têm sempre a sua dose de reencontros. E não se preocupem se isto soa demasiado lamechas – já de seguida vou espancar o meu gato com um ferro, para equilibrar as coisas. Énieui, obrigado a todos os que apareceram e ficaram, aos que passaram de fugida porque estavam mesmo sem tempo mas fizeram questão de pelo menos dar ali um puleco, e aos que, não podendo aparecer, me ligaram ou SMSaram a desejar tudo de bom. E quem nos deseja tudo de bom merece um obrigado.
Nestas ocasiões é infelizmente inevitável esquecermo-nos de alguém nos agradecimentos, e foi o caso ontem. Porque se agradeci às Produções Fictícias (das quais faço parte), não agradeci directamente à pessoa que nas PF muito contribuiu para que este livro se tornasse possível, poupando-me de todas aquelas questões burocráticas de direitos e contratos, a Teresa Schmidt, com quem tenho a grande alegria e sorte de trabalhar de há uns anos para cá. E se agradeci à Dom Quixote, faltou sublinhar em particular duas pessoas de lá: a Tereza Coelho, que estabeleceu o primeiro contacto connosco a propósito deste livro, e a Maria João Costa, nossa editora – calhou ter-me referido a ela como “contacto” uns posts abaixo, mas foi só porque sou um asno – que foi incansável na maneira como se desdobrou em esforços para que o canhenho desse à costa da melhor maneira possível, e com quem espero ter oportunidade de voltar a trabalhar em breve. À falta de lhes ter agradecido ontem publicamente, faço-o aqui, no mais público dos espaços a que tenho acesso imediato. Os agradecimentos que fiz ontem não vou repeti-los aqui para não estar a maçar as pessoas, e até porque, a dada altura nos posts que tenho aqui deixado acerca da Treta, já o fiz.
A parte aborrecida deste tipo de eventos tem a ver com promoção. Entrevistas a falar do livro. Faz parte, mas o que é que se diz? Como é que se vende o nosso trabalho? Uma coisa é falar (escrever) acerca dele, como vou por vezes fazendo aqui, mas numa lógica de relato de processo de trabalho, notas mais ou menos soltas que servem de orientação para mim próprio, e que torno públicas para tentar receber algum tipo de feedback antes mesmo do produto final estar à vista de toda a gente, esperando com isso, e através dos vossos comentários, ter outras perspectivas acerca daquilo que estou a fazer enquanto ainda há tempo de modificar e aprefeiçoar o meu trabalho. Outra coisa é promoção pura e dura, soundbytes em que é suposto estar concentrada toda a razão pela qual alguém deverá ver/ler/ouvir o trabalho em que estive envolvido. Eu sei lá. E essa é uma das principais razões pelas quais não há uma única entrevista em que tenha dito seja o que for que se aproveite.
Posto isto, quero aqui deixar uma última nota, dizendo que o LIVRO DOS TEXTOS DO GUIÃO DO FILME DA TRETA é uma obra-prima do cinema moderno (e do outro também), e que não podem deixar de comprá-lo. Comprem dois, que é para poderem lê-lo mais que uma vez (aquilo não se percebe à primeira). Pronto, está feito.

11 comentários:

Olinda disse...

Olá :D
Espero é que tenhas guardado bem a caneta que me "fanaste", quando vinha a caminho de casa o meu marido disse-me que se fosses como eu agora guardavas a caneta ou punhas numa estante qualquer em casa com uma notita a dizer a quem foi "fanada" e em que data... mas isso sou eu.
Já agora espero que vocês sejam realmente muito famosos mas não é para eu ficar rica com os autógrafos, porque esses eu nunca os venderei :P
Quanto aos obrigados eu é que tenho que agradecer e muito mais do que vocês pensam, vocês fazem parte da nossa vida mais do que pensas e são muitas vezes quem me levanta e me faz pensar que se calhar até vale a pena andar por cá, obrigado!!!
Beijo

El_diablo disse...

Epa depois do que a olinda escreveu ainda falta dizer algo???Adorei conhecer-vos,voces sao GRANDES.Faltou levar o livro das produçoes ficticias(ainda hoje andavam por lá assinar),es 5 estrelas;)
JA devorei mais de metade do livro,amanha acabo com ele.
Obrigado nos

afigliatti pedrini disse...

oh si, great sucess! Mas de ti não gosto muito, gosto é dos famosos! eh eh! Já viste a sorte que tiveste em te ter calhado um afilhado tao pandogueiro e galhofeiro quanto este?

Enfim, esta introdução assustadora baseia.se basicamente no facto de q és o orgulho da familia! Nunca ninguém ousou usar uma camisola com tantas riscas em tons tão variados de verde em frente às cameras quanto tu! Epah, muita sorte com as vendas do livro! Não esmoreças pq o prémio Nobel está no passo seguinte. Sem esquecer, um pé à frente do outro!

Olinda disse...

Deixa cá fazer publicidade as fotos que ando a postar esta ultime é mm linda :D
www.photoblog.be/allexandra

passarola disse...

oi, eu tenho-o aqui a olhar para mim mas ainda não consegui tempo para o ler. Tenho a certeza que quando o fizer vou ter imensa vontade de escrever imensas coisas sobre ele (más, claro) e como a má publicidade tb ajuda ainda te arranjo mais.. um, talvez.. um comprador e meio.. entre o povo que vai ao meu blog :)

agora fiquei sem perceber se o que me escreveste foi um autógrafo ou uma maldição.. fogo, filipe.. obrigadinha, heim..

Filipe disse...

Vós sois todos doidos. E ainda bem, porque assim somos muitos.

Filipe disse...

Uma nota: poderão pensar que, ao escrever "aprefeiçoar" em vez de "aperfeiçoar", na 11.ª linha a contar do fim deste post, cometi uma gralha. Na realidade está correcto - a palavra que pretendia não vem de "perfeição", mas de "apre".

Atruphyadu disse...

eu tive que roubar á saida do metro da baixa, para puder comprar o livro

serEmot disse...

Tive pena de não poder ir... snif snif. Sobre as entrevistas, mais vale amalucar um pouco - não demais - e deixar seguir o 'flow'.
Ah, convém não elaborar demasiado, ser sucinto... ajuda o jornalista.

Abraço e boa sorte para a nova obra literária!

PS: No Destak cortaram-te da foto da apresentação, para colocar apenas o Eduardo Madeira e o António Feio - fui contra, mas a minha opinião não contou grande coisa. Pelos vistos, esse tal de Filipe Homem "de Melo" não é famoso :P

Filipe disse...

Obrigado pelos desejos de boa sorte e pelas dicas, seremot.
Nisso de ser sucinto, vale também para entrevistas dadas a quem não é jornalista?
Abraço
P.S.: Quanto à foto - não te disseram? Eu nunca poderia sair na Destak, tenho contrato de exclusividade com a Dica da Semana.

o trisavô disse...

shave the whales, fuck the planet! LOL